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Lideres... Vamos virar a chave?
Em: 26/09/2016 por: Shirlei Rescarolli
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Continua sendo comum encontrar nas empresas pessoas que dão grande valor ao conhecimento técnico, quando assumem uma posição de gestão, normalmente entendem que gerenciar é fazer a rotina ou as metas acontecerem e resolver os problemas tecnicamente.

O líder orientado para a tarefa não tem tempo para ampliar suas competências, desenvolver a equipe, testar novas tecnologias ou visitar outras empresas.

Trabalham muito, mas estão sempre cobrando as tarefas do dia a dia. Fazem comitês para solucionar os problemas, mas não comprometem as pessoas em torno dos resultados.

O que está sendo cobrado: tarefas ou resultados?

Se só as tarefas estão sendo cobradas, você leva a equipe para o curto prazo, reforçando a prática contínua da realização da tarefa. Quanto maior o nível de tarefa, mais os gerentes controlam as pessoas, os detalhes e menos os resultados a serem atingidos.

Uma reclamação constante dos líderes é a falta de comprometimento e engajamento dos funcionários. Mas de onde vem essa alienação?

Vale lembrar que é o líder que desenvolve a equipe. Ele valoriza demais a técnica e a tarefa, e é com essa mentalidade que a turma trabalhará. Muitas vezes é o único jeito de trabalhar que o líder conhece.

 Não podemos estar líderes, temos que ser líderes. E ser líder não é ganhar uma promoção, é assumir uma nova profissão: é uma questão de novas competências e práticas profissionais. Nessa mesma ordem!!

O que fazer para colocar o foco em resultado na bagagem profissional? Será que as pessoas estão dispostas a serem de fato líderes, ou estão confortáveis com seus conhecimentos técnicos??

O que vai aumentar, substancialmente, os resultados de uma área, é quanto o líder desafia seus subordinados a usarem a "cabeça", isto é, criar alternativas, soluções, aguçar o raciocínio e conhecer novos modelos. No início quando o líder exigir as competências mínimas aceitáveis para execução das atividades da área, sentirá resistência, pois o processo de formação é doloroso. Na verdade as pessoas esperam "ser crescidas" dentro do conforto que a rotina permite.

No fundo os modelos de gerenciamento de pessoas estão focados no gerenciamento de tarefas e não de pessoas. A dinâmica organizacional força que o líder adquira maior aprendizado e atue em projetos de modo inovador em relação às metas. Muitos líderes não devem saber como agir diferente, por isso não entregam resultados inovadores.

Isto implica em uma profunda mudança na cultura das organizações. Mudanças que ocorrerão em muitas áreas, inclusive nos processos de trabalho, nos relacionamentos e no estilo de Gestão. É desse modo que os líderes vão virar a chave!

Por Shirlei Rescarolli, Inspirado na obra de Pedro Mandelli, Muito Além da Hierarquia. Diretora, Coaching e Consultora em Gestão Organizacional e Desenvolvimento de Pessoas pelo Instituto Modhu

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