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O mundo não precisa de mais um workshop de feedback.
Em: 16/08/2016 por: Conrado Schlochauer
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O mundo de Treinamento e Desenvolvimento tem vivido seus momentos da verdade. Nunca o mundo mudou tanto.

Formas exponenciais de fazer negócio, uma sociedade em contínua transformação que ainda tenta entender o que acontece consigo.

Um número de crescente de gerações convivendo, trabalhando junto, consumindo e sendo catalogada com detalhamento científico.

Por fim, o impacto da tecnologia por cima de tudo isso, demandando ao ambiente de negócio (já paradoxal o suficiente) simplicidade, agilidade e foco na experiência do usuário. Tudo isso em um processo “lean”...

Nesse momento parece óbvio que a aprendizagem exerça um papel fundamental. De maneira formal ou informal, on line ou off line, conscientemente ou não, estamos aprendendo o tempo todo.

Por isso, ouso dizer que essa talvez seja um os momentos mais importantes da Educação Corporativa (EC) desde o início do século passado, quando a produção em massa gerou uma necessidade enorme de qualificação da mão de obra.

Navegar no mundo requer novas habilidades e formas de aprender. Acredito que mais do que se reinventar, a EC tem que rever seu verdadeiro propósito. E abraçar a transformação digital.

Basicamente, tem que deixar de ser provedora de conteúdo e passar a ser curadora de experiências de aprendizagem.

É hora de aproveitar de verdade o olhar do Design Thinking e colocar o participante no centro do processo.

Às vezes isso é mais fácil do que parece. Responda você mesmo quais iniciativas de treinamento que você oferece são atraentes para... você mesmo.

 

A provocação do título tem a ver exatamente com isso.

Feedback ainda é um dos temas mais solicitados para programas de liderança. Isso não é de agora. Talvez tenha sido um dos temas mais solicitados desde 1990. Pensamos em formas e abordagens diferentes, mas na maioria das vezes o foco continua o mesmo: ensinar o participante a sentar com pessoas do seu time e dizer o que vai bem e o que não vai.

Feedback virou uma metáfora para as dificuldades de gestão como um todo. No contexto atual, a discussão e a experiência de aprendizagem que devemos oferecer pode e deve ser diferente.

Será que numa sociedade absolutamente acostumada com feedback instantâneo (redes sociais, aplicativos, transações etc) a abordagem continua a mesma?

Acho que não.

Para deixar claro: como líder e profissional de EC, continuo achando que o feedback é fundamental. Mas para que ele ocorra, não precisamos de mais um workshop de feedback.

Talvez valha mais a pena formar líderes e lideranças que incentivem conversa e conexões contínuas. E já tem muita gente que concorda e está propondo novas abordagens e olhares. Em feedback e em outros temas.

Por tudo isso acho que estamos num momento de coragem e de continuarmos a nos reinventar de maneira acelerada.

Meu convite, construir uma nova EC de uma maneira totalmente aberta.

Construir junto com outras áreas da empresa, com espaço para os participantes (user-generated content) e, principalmente, para as centenas de oportunidades de novas formas de aprendizagem que surgem a cada minuto nesse novo e maravilhoso mundo digital.

 

Conrado Schlochauer : Doutor em Psicologia  da Aprendizagem e do Desenvolvimento Humano, COO - Chief Operation Officer da Affero Lab. 

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