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Busca por qualidade de vida incentiva virada profissional após os 40
Em: 25/07/2016 por: Anna Rangel – Folha de São Paulo

O aumento da expectativa de vida e as aposentadorias tardias permitem a pessoas com mais de 40 anos mudarem de carreira com sucesso.

"Essa fase é uma espécie de segunda adolescência, já que, após os 40, muitos começam a colocar em xeque valores pessoais", afirma a "coach" Ana Lisboa.

Nessa época da vida, o foco se desloca da conquista de altas posições nas empresas e boa remuneração para qualidade de vida e sensação de satisfação profissional.

Muitas vezes, a inquietação com o trabalho causa até problemas de saúde. É o caso do executivo de finanças Carlos Eduardo Madeira, 55, que deixou a carreira consolidada como cirurgião geral.

"Fiquei hipertenso, comecei a ter alterações no nível de colesterol e de açúcar no sangue. Meus colegas, às vezes com 45 anos de profissão, ainda tinham vigor. E eu comecei a pensar que precisava achar algo que me trouxesse essa alegria", afirma.

A solução foi fazer um MBA em gestão financeira. Lá conheceu o atual sócio, com quem pretende abrir uma consultoria financeira.

A participação em cursos da área desejada, mesmo que curtos ou gratuitos, é essencial para que o profissional não crie falsas expectativas sobre a nova carreira.

Especialistas indicam ainda uma reserva financeira de cerca de um ano, período médio gasto na transição.

Além disso, o apoio de parentes e amigos pode ajudar nos momentos em que a escolha parece incerta. Para isso, vale deixar claro o motivo da mudança e explicar por que ela pode representar um ganho em longo prazo.

"Se a pessoa toma esse passo sem a estabilidade em outros aspectos da vida, a chance de dar errado é grande. A transição sempre vai gerar algum tipo de sofrimento", afirma Joel Souza Doutra, professor da FIA.

A técnica em nutrição Iracema Garcia, 65, foi atrás de um novo caminho após a morte do marido, há 13 anos. Ela era dona de casa, mas decidiu prestar vestibular para nutrição e voltar ao mercado.

"A mudança me ajudou a lidar com a perda", diz. Hoje, trabalha no treinamento de enfermeiras na empresa da filha, em São Paulo.

A demissão também pode impulsionar a mudança profissional. Foi o que aconteceu com a farmacêutica Eliana Correia, 39. Desligada em fevereiro de uma grande empresa, decidiu virar professora.

Em um mês, achou vaga para ensinar em um curso técnico e não planeja voltar ao mundo corporativo. "Resolvi ir atrás do que tinha vontade. Sempre quis dar aulas."

Ela afirma que o salário diminuiu no novo cargo, mas ressalta que ganhou em qualidade de vida, tendo mais tempo para o marido e o filho, de cinco anos. "Em todos esses anos, nunca consegui estar tão presente."

O maior desafio dos mais velhos é convencer o empregador de que está disposto a receber um salário menor. "As empresas temem que quem ganhava R$ 15 mil e aceita ganhar R$ 4.000 vai sair assim que conseguir algo melhor", afirma João Baptista Brandão, da FGV-SP.

Uma pesquisa do Vagas.com confirma o que o professor diz: 62% das 426 empresas ouvidas dizem contratar profissionais com mais de 40 com pouca frequência.

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