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Promovi a pessoa errada, e agora?
Em: 07/07/2016 por: Aitor Marin

Saiba como sair e, principalmente, evitar essa saia justa.

 Um funcionário apresenta excelentes resultados, tem um bom relacionamento com a equipe e sempre traz ideias para a melhoria do negócio. Também se encaixa perfeitamente na cultura da empresa e foi promovido algumas vezes por seu desempenho. Agora, gestores e RH concordam que já está preparado para um desafio maior: um cargo de gestão. É neste ponto da história que muitas empresas costumam perder seus melhores talentos. Não são raras as vezes que um profissional extraordinário em um cargo operacional torna-se um gestor medíocre. Por que isso acontece? Como evitar este tipo de situação? Quais as soluções para este problema?

De forma intuitiva, teórica ou prática, todos sabem que cargos de gestão exigem habilidades e conhecimentos específicos, como, por exemplo, capacidade de liderar e motivar, jogo de cintura em rodas de negociação ou mesmo familiaridade com determinadas ferramentas. No entanto, isso nem sempre é levado em consideração quando se propõe a contratação de alguém que se destacou por seu conhecimento técnico para uma posição de gestor.

Na ansiedade por encontrar funcionários confiáveis, as empresas acabam entregando ao profissional um desafio para o qual ainda não está preparado e, em pouco tempo, a única saída acaba sendo seu desligamento.

Como não cair nessa cilada

A melhor forma de evitar esse problema é, antes de oferecer a vaga, avaliar com rigor a preparação deste profissional para a nova função. Um bom começo é partir do job description - se não houver um, faça - e certificar-se que a pessoa atende a todos ou à maioria dos requisitos. A avaliação comportamental também é fundamental. Se o profissional já passou por uma em anos anteriores, provavelmente não seja necessário repeti-la. O importante é relê-la atentamente, procurando cruzar este perfil com o exigido pela vaga.

Vale lembrar que a contratação é responsabilidade não apenas de quem oferece a promoção, mas também de quem a aceita. Por isso, não estranhe ou condene se o profissional rejeitar a oferta de um cargo de gestão ou admitir que precisa se preparar mais para atender a alguns requisitos da vaga. Isso pode ser um sinal de maturidade, que deve ser respeitado e reconhecido.

Saídas possíveis

Mas e quando o convite já foi feito e aceito? E quando o profissional já está na nova função e, infelizmente, se saindo muito mal em suas atividades? Antes de tudo, tente entender quais são as habilidades e/ou conhecimentos que estão ausentes. Ou ainda, quais comportamentos indesejados estão surgindo.

Algumas pessoas, ao assumir um cargo de chefia, ficam perdidas em relação à sua postura diante da equipe que agora passa a liderar. Uns não conseguem se posicionar como chefes enquanto outros se impõem e se distanciam dos antigos colegas. Há os que se acomodam e deixam de investir em sua rede de relacionamento ou em adquirir mais conhecimento. É bastante comum ainda a centralização de tarefas já que a pessoa não consegue “largar” o lado operacional.

Avalie. Se o déficit do profissional estiver relacionado a habilidades técnicas ou conhecimentos que possam ser rapidamente assimilados, procure ajudá-lo com treinamentos e cursos, por exemplo. Se o que estiver pesando contra for algum fator comportamental, um coach talvez possa ajudar. Mas tenha em conta que será muito mais difícil reverter a situação.

Em alguns casos, como última tentativa de manter o talento em casa, vale considerar algum tipo de movimento horizontal, levando o profissional para outras áreas da empresa. Mas cuidado para não repetir o erro! Isso só deverá ser feito se o profissional de fato atender aos requisitos do cargo. Jamais tente moldar a vaga ao seu perfil.

E, se nada funcionar, não hesite. Tentar mantê-lo na mesma posição ou até mesmo sem posição alguma (isso acontece muito nas empresas!) é adiar a resolução do problema. Como voltar atrás não é possível, o profissional terá de ser desligado. Por isso, antes de promover aquele excelente colaborador, avalie bem. Não deixe uma decisão impulsiva estagnar a carreira de um excelente profissional e afetar os resultados da empresa.

 

Aitor Marin - Diretor - planoA (gestão de pessoas)

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