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SC fecha 2015 com a menor taxa de desemprego do país, aponta IBGE
Em: 21/03/2016 por: http://jornaldesantacatarina.clicrbs.com.br/sc
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Santa Catarina fechou o ano de 2015 com uma taxa de desemprego de 4,2%, a menor do país. O dado foi divulgado na manhã desta terça-feira e faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios — Contínua (PNAD Contínua), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de manter o melhor índice nacionalmente, a taxa de desemprego cresceu 1,5 ponto percentual em relação ao fim de 2014, quando estava em 2,7%. Na comparação com o terceiro trimestre de 2015, houve uma pequena queda: a taxa de desocupação foi de 4,4% para 4,2%.

Em 2015, 2,6 milhões de pessoas entraram na fila de desemprego no país

A região metropolitana de Florianópolis também apresentou uma elevação na taxa de desemprego ao longo de 2015: fechou o ano em 5,3% contra 4% no final de 2014. Apesar disso, é o segundo menor índice do país, atrás apenas da Grande Curitiba (5,2%). Já a capital em si possui a quinta menor taxa de desocupação do país, com 5,9%,  atrás de Campo Grande, Rio de Janeiro, Curitiba e Palmas.

Mercado diversificado garante impacto menor

Para a especialista em economia Janypher Marcela Inácio, os dados do IBGE reforçam o papel fundamental da diversificação do mercado catarinense para garantir que o impacto da crise seja um pouco menor no Estado e chegue mais tarde do que em outras regiões.

— Santa Catarina tem uma configuração diferente do resto do país, aqui temos um número grande de pequenas e médias empresas e em muitos setores. Em São Paulo, basta uma empresa para que 20 mil pessoas sejam demitidas. Aqui, precisaria de várias. Com a quantidade menor de funcionários destas estruturas enxutas, o impacto é menor — avalia.

Sobre a leve queda na taxa de desocupação entre o terceiro e o quarto trimestre do ano passado, Janypher enxerga um indício de que a recuperação é possível e aponta outro fator em que SC vem se destacando: no índice de ocupação, não entra quem está sem emprego, mas decidiu empreender por conta própria.

— Embora não apareça no dado do IBGE, esses empreendedores estão se mexendo, estão dando seu jeito para que entre recurso. E Santa Catarina tem muitas pessoas fazendo isso — destaca.

Cai a renda média do trabalhador

Outro indicador negativo é quanto ao rendimento médio do trabalhador catarinense, que caiu 7,9% em um ano. Entre o fim de 2014 e o mesmo período do ano seguinte, o salário médio caiu de R$ 2.190 para R$ 2.018, pouco acima da média nacional de R$ 1.913. Conforme Janypher, isso ocorre porque, diante do desemprego, as pessoas estão aceitando trabalhar por um salário um pouco menor quando finalmente encontram uma ocupação.

Dados nacionais

A população desocupada no Brasil somava 9,1 milhões de pessoas no último trimestre de 2015, um aumento de 40,8% (ou mais 2,6 milhões) em relação ao mesmo período do ano anterior. É o maior crescimento já registrado na série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012.

Com isso, a taxa de desocupação no país avançou de 6,5%, no quarto trimestre de 2014, para 9% no mesmo período do ano passado – também o maior patamar desde 2012. Em 2015, a taxa de desemprego média foi de 8,5%, ante um resultado de 6,8% registrado em 2014. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A renda média real do trabalhador foi de R$ 1.913 no quarto trimestre de 2015, um recuo de 1,1% ante o terceiro trimestre do ano passado. O resultado representa ainda queda de 2% em relação ao mesmo período de 2014.

Região Sul com menor taxa de desemprego

O crescimento de 2,5 pontos percentuais no total de pessoas desocupadas no quarto trimestre do ano passado, comparado com igual período de 2014, mostra o aumento do desemprego em todo o país.

Na região Sul, a taxa subiu de 3,8% para 5,7%. Apesar da alta, o índice é o menor entre as regiões. O mais elevado é o do Nordeste, que passou de 8,3% para 10,5%. Na região Norte, a taxa pulou de 6,8% para 8,7%. No Sudeste, teve elevação de 6,6% para 9,6%. Já no Centro-Oeste, foi de 5,3% para 7,4%. Entre os Estados, a maior taxa ficou com o Amapá (12,5%).

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