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Quer trabalhar ou ser feliz?
Em: 09/10/2015 por: Glaucia Miyazaki

Pode ser os dois? Se a gente entendesse mais cedo à importância das escolhas que fazemos, e aqui se inclui em qual empresa vamos trabalhar, talvez ficássemos menos frustrados e seríamos mais felizes.

E quando falo da escolha da empresa não me refiro à empresa dos sonhos, aquela hipotética, perfeita, mas uma que tenha sintonia com seus princípios, com o que você acredita.

Veja a cena: o filho vai contar ao pai à profissão que escolheu. O pai não titubeia e solta: “mas isto dá dinheiro”? Lógico que a intenção por traz da pergunta, na maioria das vezes, é que o filho não passe aperto, necessidades, consiga crescer, etc. Mas não podemos basear nossas escolhas de vida só nisto. Segurança financeira é sem dúvida importante, ninguém está propondo ser monge no Nepal, mas fazer algo que se tenha prazer é inegavelmente mais gostoso. E acredite, quando fazemos o que gostamos o dinheiro vem.

Se antes, entrar numa multinacional e ficar lá até se aposentar era o símbolo máximo do ‘venceu na vida’, hoje a gente fala de um sem número de modelos e formas de viver e trabalhar. Não se deixe levar pelo nome de uma empresa apenas…

Lembro-me de uma entrevista em que o cidadão me perguntou se eu era workaholic, pois lá naquela empresa todo mundo era (usado como sinônimo de trabalhar muito). Minha resposta foi sincera. Não sou, adoro trabalhar e produzir, mas não sou viciada em trabalho. Tenho uma vida completa e o trabalho faz parte dela… (E antes que digam algo do tipo ‘ falou porque estava empregada’, porque ganhava bem, porque tinha quem a bancasse, porque não precisava trabalhar etc, informo que estava desempregada…).

Lógico que não podemos atirar pedras nas pessoas que precisam pagar as contas do mês e por isto aceitam qualquer coisa emergencialmente, mesmo que não gostem. Novamente foi uma decisão, uma escolha, então o necessário é trabalhar a aceitação disto, o propósito maior de estar ali, para não ser totalmente infeliz ou pior, se tornar um funcionário MIMIMI.

E você sabia que não é só numa start up que você encontrará algo descontraído, menos engessado, com gente mais jovem. Empresas ‘mais tradicionais’ também podem ser incrivelmente desafiadoras e supreendentemente satisfatórias.

Se você é completamente contra o cigarro porque vai aceitar uma vaga numa indústria tabagista só pelo salário? Se não gosta de animais tá indo fazer o quê num petshop? Não importa se você sabe a teoria e a prática dos princípios de marketing, vendas, finanças ou qualquer que seja sua área de especialização. A questão é o quanto você se vende ou se completa com suas escolhas.

E por mais complicado que esteja o mercado, o país, o mundo, tudo são escolhas. Umas mais arriscadas, corajosas, destemidas outras mais pensadas, meticulosas, calculadas. Não importa, o fato é que o agora que está vivendo é fruto do que escolheu e fez no passado. E o que está fazendo agora é o que determinará seu futuro… já entendeu: se não estiver satisfeito hoje é hora de mudar. Do contrário, já sabe o que esperar do amanhã.

Já dizia o ditado: “quem semeia vento, colhe tempestade”. Então, em nome da sua felicidade, de mais saúde e mais satisfação, façamos melhores escolhas e saibamos viver com a consequência delas.

Algumas buscas e verdades corporativas:

1 – Em algum momento você vai ter que fazer um trabalho chato ou que não goste, independentemente do cargo que ocupar. Todas as funções têm alguma coisa “menos legal” e que não pode ser delegada

2 – Se olhe no espelho. Quanto mais você se conhecer, souber das suas forças e fraquezas, preferências e objeções, mais fácil será encontrar a empresa para você atuar com todo seu potencial (bom para os dois lados).

3- Baixe as expectativas. Quanto mais a gente imagina como a empresa deve ser, mais a gente se frustra quando não encontra exatamente isto.

4 – Mantenha as rédeas de sua carreira. Com o passar do tempo, pode ser que vai mais para uma coisa do que outra, mas a linha mestra da sua carreira deve ser mantida. Sair dos trilhos um pouco pode agregar conhecimento e experiências importantes para chegar ao destino final, mas você não pode deixar sua carreira seguir como um trem descarrilhado.

5 – Entenda o um terço da sua parte. Já falei outras vezes que adoro este conceito. Cumpra a sua parte que é o máximo que pode fazer. 1/3 são os outros e 1/3 o ambiente, duas coisas que você não controla.

6 – Aprenda a resolver e mediar conflitos. Não é como namorados brigam e cada um na sua casa. Na empresa você vai todo dia, ela – e as pessoas que nela trabalham, tem um ritmo próprio e não dá para trabalhar com DR (discussão de relação) toda hora. Você precisa das pessoas e vice-versa e passa mais tempo lá do que dormindo… Então nada de “tô de mal”.

7- Vá ser feliz. Ninguém merece chefe histérico que xinga e grita o tempo todo, nem empresa que vive de fofoca e passada de perna. Escolha uma empresa para chamar de sua, alinhada com seus valores e tudo fluirá melhor. Mas lembre-se: não existe empresa perfeita.

8 – Cuide de sua saúde. Se você está comendo mal, não se exercita, não vai ao médico, não fica com a família, não tem tempo para nada e diz que é tudo porque trabalha muito e não tem tempo para viver, pode ter certeza que está fazendo algo errado, começando por não assumir a própria culpa, já que foi você que escolheu isto e está escolhendo trabalhar assim”.

Em resumo, pense no trabalho como um casamento:

Você entra imaginando que dure.

Tem que ser prazeroso.

Você precisa admirar o parceiro (empresa).

Não dá para ficar emburrado e reclamando todo dia.

Não dá para brigar todo dia.

De vez enquanto vai ter que visitar sogra (fazer coisas não tão agradáveis).

Espera-se que você tenha escolhido casar com esta pessoa sem uma carabina apontada na sua cabeça…

Glaucia Miyazaki – parceira RH|PM

Sou executiva e Coach com mais de 17 anos de experiência profissional no chamado “Mundo Corporativo”, atuando em cargos de liderança e diretoria das áreas de Marketing, Vendas e TI de diversas empresas mercado. Publicitária formada pela ESPM/SP, Pós-graduada em Administração e com MBA em Gestão Empresarial pela FGV/SP. Vivenciei de tudo: de pequenas familiares a gigantes varejistas, de Entretenimento a Telecom, de Startups a falimentares, de serviços e de produtos, de organizadas as sem muitas regras… Tenho uma abordagem mais holística sobre a gestão e seu papel e sou conhecida pela forma franca e direta de me expressar. “Quando me pedem um feedback, já vou logo perguntando: Com ou sem açúcar?”.

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