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A Importância do Capital Humano
Em: 02/03/2015 por: Por Whendeo Bernardo - RH Portal

“Você pode sonhar, criar, desenhar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo. Mas é necessário ter pessoas para transformar seus sonhos em realidade”. Walt Disney

Quando se fala em Gestão de Pessoas e na importância que essas pessoas exercem dentro de sua empresa, é interessante lembrar que nem sempre foi assim. A valorização do capital humano nas organizações, na realidade, é algo recente. Antes, pessoas eram vistas como simples ferramentas de trabalho, assim como as maquinas de uma indústria. Questões como qualidade, saúde e segurança no trabalho não eram assuntos que interessavam as empresas, elas não associavam a valorização do trabalhador com produtividade e lucratividade. Desta forma, não lhes interessavam investir em seus funcionários e na qualidade do trabalho, pois não iriam ganhar nada com isso.

Mas este cenário mudou, a expansão dos mercados e os longos avanços da tecnologia trouxeram mais acessibilidade, praticidade e poder de escolha aos consumidores. Agora, com um simples “click,” informações, preços e prazos de produtos e serviços estão disponíveis a qualquer pessoa e em qualquer lugar do mundo. As fronteiras deixaram de existir. A integração econômica, social, cultural e política entre os povos se aprofundaram e intensificaram. A partir do momento em que a acessibilidade dos consumidores se acentuou, as empresas passaram a procurar por vantagens que lhes proporcionassem um diferencial competitivo no mercado, em muitos casos este diferencial competitivo foi encontrado em seu capital humano. Desta forma novos métodos e práticas foram desenvolvidos para gestão dos recursos financeiros, materiais e, principalmente, humanos das organizações.

Segundo Idalberto Chiavenato, Professor e escritor brasileiro, “As organizações dependem das pessoas para dirigi-las e controlá-las e para fazê-las operar e funcionar. Não há organização sem pessoas. Toda organização depende de pessoas e delas depende para o seu sucesso e continuidade” (CHIAVENATO, p. 59, 2004).

A engrenagem que dá vida as organizações se chama “pessoas”. Não falo apenas dos seus funcionários, mas de todos os seus parceiros. Seus investidores, fornecedores, clientes e colaboradores. De modo genérico, as empresas são fundadas por investidores (pessoas), existem para seus clientes (pessoas), comercializam produtos de fornecedores (pessoas) e são compostas por seus funcionários (pessoas). Fica fácil entender a importância que as pessoas assumem dentro das organizações. Contudo, neste texto, iremos nos reter a importância que os funcionários de uma organização exercem e as novas práticas de gestão atribuídas pelas empresas para melhor aproveitamento e desenvolvimento de seus recursos humanos.

Por melhores que sejam as máquinas e softwares de uma organização, nenhuma tecnologia no mundo seria capaz de substituir o papel e a importância do capital humano. São os funcionários de uma empresa que fazem acontecer, eles tornam o alcance de metas algo possível e real. Do mais simples operário ao mais alto executivo, absolutamente todos possuem um papel e são relevantes para que a grande máquina chamada organização funcione e para a obtenção de resultados. Todos os processos dentro de uma empresa giram em torno de pessoas. Seja a análise, a criação, o desenvolvimento, o planejamento, a distribuição, a venda e pós-venda de produtos e serviços, absolutamente todas as atividades, por mais sofisticadas que sejam, envolvem e dependem de pessoas para seu controle e/ou execução.

Uma pesquisa feita pela corporação Rockfeller, de Pittsburgh, e publicada no Brasil pela Exame.com, afirma que 68% dos clientes que deixam uma empresa, fazem isso pela indiferença com que são tratados. Quando falamos em “ser trato com indiferença”, estamos falando em atendimento, ou melhor, mau atendimento. Então 68% dos clientes deixam a empresa pelo mau atendimento, por se sentirem como um “cliente qualquer”. Deixam a empresa, pois foram atendidos de modo inadequado. Outra pesquisa afirma que um cliente insatisfeito conta para uma média de oito a dez pessoas sobre o mau atendimento recebido, e um em cada cinco chegam a contar para vinte pessoas. Hoje, com as redes sociais, esse número pode ser muito maior. Lembrando que a propaganda boca a boca é a melhor forma que marketing, pois é baseada na confiança entre as pessoas. Dessa forma, não basta pensar em quantos clientes uma empresa perde pelo mau atendimento, mas quantos clientes ela deixa de ganhar pelas péssimas referencias.

Esses são apenas alguns dados que revelam o quando as empresas deixam de ganhar por não investir em seus funcionários, por acumularem empregados despreparados e desestimulados, por falta de um investimento efetivo na gestão de pessoas. Essas organizações, que não investem em seus funcionários, insistem na miopia de uma gestão voltada para o produto e não para pessoas, uma gestão que prioriza a produção em grade escala e não a real satisfação dos seus clientes, afinal, se realmente se importassem com a satisfação de seus clientes, investiriam na capacitação de seus funcionários e em um ambiente de trabalho produtivo e encorajador.

Felizmente, este é um quadro que vem mudando ao longo dos anos. O reflexo de tudo isto é que nunca se falou tanto nas novas práticas de gestão de pessoas, na atração e retenção de talentos, na motivação de equipes, em melhores benefícios e salários competitivos com os demais no mercado. Hoje é muito mais comum se ouvir falar na importância do capital humano de uma organização, e encontrar empresas que invistam de modo efetivo em seus funcionários. Mas não basta falar, é preciso reconhecer, em ações, a relevância das pessoas no processo produtivo. Investir em recrutamento, seleção, treinamento, desenvolvimento e, mais tarde, reconhecer e recompensar as pessoas por suas atividades.

 

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