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3 TIPOS DE FUNCIONÁRIOS DENTRO DE UMA EMPRESA
Em: 17/10/2014 por: Por Guilherme Rego - Gestão & Negócios

Quem nunca ouviu falar de Paul Stoltz,talvez tenha ouvido falar da tipificação que ele criou para categorizar funcionários de uma empresa e seus comportamentos diante das adversidades. Segundo ele, um funcionário pode ser desistente, campista ou alpinista. Paul revela, com base em pesquisas feitas, que cerca de 15% dos colaboradores são desistentes, 80% são campistase 5% são alpinistas. Mas o que cada uma das categorias de funcionários representa? Veja os 3 tipos de funcionários dentro de uma empresa:

O Desistente (15%) – É o colaborador que já se aposentou e “não avisou” ao RH. Não suportou o peso dos desafios na sua jornada profissional e não consegue combater a adversidade daquele momento. Julga-se injustiçado, dá várias desculpas e está sempre na posição de vítima. Frustra-se facilmente, trabalha com medo e pode ser um motivo de grande desmotivação da equipe.

O Campista (80%): Não se motiva diante das adversidades. É aquele que para o que está fazendo assim que o expediente termina e faz o “mínimo necessário” para permanecer no emprego. De vez em quando pode se tornar um alpinista temporário, mas também pode virar um desistente implacável. O salário do fim do mês lhe atende, não tem aspirações ou ambições de novos desafios. Durante sua vida profissional talvez tenha sido um alpinista, mas se cansou de escalar e achou um lugar confortável para acampar, que lhe dá segurança e estabilidade

O Alpinista (5%): Esse profissional é motivado, busca novos desafios constantemente, desafia regras em busca de melhorias de processos, não se conforma com a mediocridade. Sabe lidar bem com adversidades, seus medos e suas frustrações. Parece ter energia infinita, incomoda os acomodados. Entrega mais do que é pedido com qualidade superior à esperada. São chamados de “aviões” pelos headhunters (caça talentos). Parece óbvio que nenhuma empresa quer ter funcionários desistentes. Pior ainda quando estes funcionários desistentes possuem alto QI (quociente de inteligência). Os desistentes de alto QI são muito nocivos para a empresa pois, de forma inteligente, convertem vários campistas que se deixam levar por sua desmotivação.

Existe uma frase que gosto de citar em palestras que diz “somos contratados por nossas competências técnicas e demitidos pela falta de alguma competência comportamental”.Estar capacitado tecnicamente é uma obrigação! Em muitas áreas, inclusive, temos mais profissionais capacitados do que o mercado pode absorver. Portanto, é importante desenvolver capacidades comportamentais também. E isso começa com a auto-observação.

Perceber como somos vistos, de que forma afetamos outros colaboradores e, principalmente, como nos comportamos em diversas situações.

Quando estamos nos sentindo desistentes em um determinado dia ou período, e isso é normal na vida profissional de todos,temos que entender o que está acontecendoe buscar a saída desse labirinto.Mas é a auto-observação que vai nos levar a entender o que está faltando para que não nos comportemos como desistentes. Isso só nós mesmos podemos fazer. Além disso, também é fundamental entender que todos os alpinistas acampam.Se você não se enquadrou como um alpinista ao ler este texto, não tem nada de errado com isso. Existem diversas profissões que são mais bem executadas pelos campistas do que por alpinistas. Defendo sempre que é importante escalar a montanha de vez em quando.

Motivar-se com algum projeto e entregar além do que foi pedido,se possível. E evitar se levar pelo desânimo,medo e frustrações. Você é a sua maior fonte de motivação. Lembre-se também que somos produto das reações químicas de nossos cérebros. Das imagens que enxergamos até as decisões que tomamos. Eventualmente podemos ter algum desequilíbrio químico nele.

Tive um cliente que era assustadoramente pessimista, “Oh céus,oh dia,oh azar”. Nada para ele iria funcionar,tudo de ruim que poderia acontecer, certamente aconteceria. Descobrimos durante o processo de coaching que, além de algumas crenças que ele tinha, realmente existia um quadro de distimia (quadro depressivo crônico, tem como principal característica o mau-humor). É preciso cautela quando o assunto é saúde, mas se a qualidade de vida está comprometida, penso que devemos ter a humildade de buscar ajuda. O objetivo desse artigo é estimulá-lo a refletir e observar-se.

Somos imperfeitos e morreremos assim. A beleza da jornada reside na busca pela evolução. Não acredito que devamos nos culpar demasiadamente por nada que façamos. Igualmente, não nos vangloriar muito. Apenas observar, entender, aprender e evoluir. Dessa maneira podemos escalar todas as montanhas que quisermos e ter uma qualidadede vida maravilhosa. Uma maravilhosa escalada para você!

*Guilherme Rego é Diretor da Elevartis®, Coach e Conselheiro Administrativo formado peloInstituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).

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