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Do Online ao natural, o futuro é promissor.
Em: 13/10/2014 por: Gustavo Coltri - economia.estadao.com.br

Na opinião de profissionais de recrutamento, necessidade de ganhos de produtividade e eficiência guiará a criação de empregos no País.

O Brasil continuará sendo um país de oportunidades nos próximos anos para quem se mantiver atento aos movimentos da nossa economia e, claro, estiver preparado para os desafios.  Olhando para o presente, recrutadores especializados nos mais diversos setores disseram ao Estado quais profissões, funções e áreas de atuação darão aos novos profissionais possibilidades de crescimento.  E as opções são bem variadas.

Online.  Gerente sênior da Robert Half no Brasil, Fábio Saad vê boas perspectivas para os trabalhadores envolvidos com dispositivos móveis e redes sociais.  As oportunidades se estendem não apenas aos desenvolvedores dos apps, segundo ele, mas também a empreendedores e trabalhadores de marketing e publicidade com atuação focada no universo online. ”Nos EUA, já existe o chief listening officer (CLO). É como se fosse um auditor de redes sociais”, explica.

Serviços. A economia brasileira voltou-se predominantemente para o setor de serviços e demandará, na avaliação do diretor da recrutadora Hays Brasil, Rodrigo Soares, profissionais cada vez mais capacitados para prestar um atendimento personalizado.  ”O atendimento está ainda muito genérico e terá de se sofisticar. Os call centers e o pós-venda, por exemplo, têm uma oportunidade enorme.” Hoje, alguns recrutadores dizem que vendedores com bons conhecimentos de outros idiomas e com conhecimento profundo dos negócios estão em falta no mercado.

Processos. Profissionais de tecnologia da informação que atuam com cloud computing, especialmente na área de segurança da informação, e big data, têm boa aceitação no mercado e serão ainda mais demandados no futuro.  O mesmo deve ocorrer com os que atuarem com sistemas de gestão.  ”TI é a base para qualquer empresa que quer ter processos qualificados e bem definidos. E ainda temos no Brasil muitas companhias familiares que precisam se profissionalizar”, diz o managing partner da recrutadora Asap, Fernando Marucci.

Eficiência. No futuro, as empresas terão de ser mais eficientes a cada dia, o que dará cada vez mais responsabilidades para os profissionais ligados a custos e produtividade.  Bem remunerados atualmente, os trabalhadores de recursos humanos atuantes no apoio a lideranças e nas áreas de treinamento e qualificação continuarão a ser demandados, segundo o executivo Marcelo Braga, sócio da recrutadora Search RH.

“E eles poderão vir das mais diversas áreas. Hoje, isso tem se tornado cada vez mais comum.” Os trabalhadores das áreas financeira, fiscal, jurídica e logística também podem ter um papel central nas organizações do futuro, exatamente por contribuírem para a redução de custos.  O grande desafio deles e de outros trabalhadores com alto conhecimento técnico é se colocar de maneira estratégica para os negócios.

“Há uma lacuna quase inacreditável de pessoas que falam inglês fluentemente. Como elas poderão explicar para um CEO no exterior qual é a melhor decisão a tomar?”, diz o diretor executivo da Michael Page no Brasil, João Marco.  Para ele, os profissionais da área que se destacarem terão um papel consultivo para altos gestores.

Petróleo e Gás. Em função da exploração da camada do pré-sal, pessoas dedicadas às áreas de pesquisa e desenvolvimento serão buscadas por companhias nacionais e estrangeiras, na opinião do gerente regional da Randstad Professionals, Rogério Forghieri.  ”Muitas empresas estão vindo para o País montar centros de pesquisa, e há uma carência enorme de pessoas de P&D e inovação.”

Para ele, as engenharias de materiais e mecânica serão essenciais no desenvolvimento de equipamentos e na operação de máquinas capazes de garantir a exploração sob alta pressão.  ”E outras funções antigas vêm ganhando importância nessa área, como engenheiro de agrimensura e cartografia”, diz.

Os números da área demonstram dinamismo.  A Petrobrás deve investir um valor acumulado de US$ 102 bilhões até 2018.  E o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), do governo federal, prevê capacitar mais de 200 mil profissionais para atuarem nesta cadeia, em 185 categorias nos níveis médio, técnico e superior.

Agronegócio. A crescente preocupação com sustentabilidade nas economias globais guiará os trabalhos nas atividades de exploração dos recursos hídricos e minerais e também no agronegócio, abrindo espaço para engenheiros geneticistas, químicos, de materiais, de automação e processos, diz Forghieri, da Randstad

Professionals. Responsável por 22,8% do nosso PIB, o agronegócio movimenta R$ 1 trilhão anualmente e se coloca como um provedor mundial de alimentos, no entanto ainda tem muito para avançar: durante o Fórum Estadão Brasil 2018 sobre agricultura, realizado este mês, o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Embrapa), Maurício Lopes, disse que o Brasil aplica em pesquisa em torno de 1,2% a 1,4% do PIB, metade do que investem outros países.

Infraestrutura. Potencialmente, o País oferece espaço de atuação para profissionais dedicados.  ”O pequeno esforço que o governo federal fez já foi capaz de reativar a indústria naval no País”, diz Marcelo Braga, da Search RH.  As concessões e as PPPs, de acordo com outros recrutadores, também ajudaram nos últimos anos, mas ainda há obstáculos para que a taxa de investimento na área cresça no País – o que exige transformações estruturais da economia. Mesmo assim, ações do governo movimentam algumas áreas, principalmente na transferência de tecnologias.  Nesse sentido, Forghieri ressalta, por exemplo, o crescimento recente das atividades aeroespacial, de defesa e segurança no País.

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