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Com escassez de mão de obra, empresas investem em treinamento
Em: 08/09/2014 por: por Ana Maria Ramalho - G1

A falta de mão-de-obra especializada tem impacto negativo na produtividade e nos negócios.  E diante do desafio da escassez de profissionais qualificados, muitas empresas investiram em centros de formação para dar treinamento e moldar o trabalhador, de acordo com as próprias necessidades.

É quase como achar uma agulha no palheiro. Nesta empresa de consultoria em São Paulo, encontrar um profissional para a vaga de gerente de operações demorou seis meses.

“Geralmente a gente não consegue o perfil completo daquele profissional. Então, o profissional tem competências de vendas, mas ele não tem o idioma ou, muitas vezes, ele não tem experiência no nosso segmento”, explica a analista de RH do ManpowerGroup Cecília Nascimento.

E este é um desafio global. Uma pesquisa feita em 42 países mostrou que 36% das empresas ouvidas declararam que não conseguem preencher as vagas disponíveis. Os países que mais sofrem com isso são: o Japão, que ocupa o primeiro lugar, depois, Peru, Índia, Argentina e, na quinta posição, o Brasil.

Por um lado, as empresas reduziram o quadro de funcionários, passaram a exigir dos seus trabalhadores novas atribuições. Ficaram mais exigentes na hora de contratar. Do outro lado, a falta de investimento em educação, em especial, no ensino técnico, comprometeu a formação de muitos profissionais no mercado. Daí, tantas cadeiras vazias nas empresas.

A pesquisa mostrou ainda que, pela primeira vez, as empresas perceberam que a falta de profissionais capacitados atinge em cheio os negócios.

“54% das empresas entrevistadas hoje identificam um impacto direto no atendimento do seu cliente final. Então, hoje, para as empresas é muito claro o quanto que é impactante a ausência dos profissionais qualificados”, diz a diretora de RH da ManpowerGroup Márcia Almstrom.

Para não ficar no prejuízo, cada vez mais elas investem na formação dos funcionários. Na empresa de eletricidade de São Paulo foram investidos R$ 6 milhões na construção deste centro de treinamento. Em quatro anos, cerca de 3 mil eletricistas foram formados aqui.

“O efeito positivo é trazer a pessoa com o melhor perfil. A gente consegue, durante essas 320 horas, olhar melhor a questão da qualificação e também das atitudes. E também manter uma reserva positiva, como há sempre necessidade da gente já ter uma pessoa preparada e formada para as nossas necessidades“, conta Ricardo Silvarinho, diretor de RH da Eletropaulo

A maior parte dos alunos, 90% deles, saíram da sala de aula direto para as ruas, prontos para o serviço de manutenção da rede elétrica. É o caso do Anderson.

“Manusear os equipamentos de segurança corretos para eu não sofrer nenhum acidente na rede, trabalhando corretamente”, diz o eletricista Anderson de Jesus.

 

Leia mais sobre a pesquiza da ManpowerGroup em :

http://www.manpowergroup.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Escassez-de-Talentos.pdf  


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