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Carreira em Y: desenvolver competências gerenciais ou evoluir como especialista?
Em: 11/07/2014 por: Adriana Prates

Essa pergunta poderá nos conduzir a várias outras, tais como: Quais as vantagens e desvantagens encontradas na carreira Y ou gerencial? Como as empresas tem lidado com as promoções de seus profissionais? Como você se posiciona em face de sua carreira.

Essa pergunta poderá nos conduzir a várias outras, tais como: Quais as vantagens e desvantagens encontradas na carreira Y ou gerencial? Como as empresas tem lidado com as promoções de seus profissionais? Como você se posiciona em face de sua carreira?

Há uns anos essas perguntas jamais seriam feitas, pois quando na década de 80, a descrição de cargos virou moda nas grandes empresas com o objetivo de promover planos de carreira aos seus colaboradores, a visão estava muito sedimentada em rígidas hierarquias e promovia raras opções para uma promoção efetiva. O foco do crescimento era unicamente vertical.

Muitos especialistas por falta de opção se migraram indevidamente para cargos de gestão e foi nessa circunstancia que apareceu o conhecido jargão: Perde-se o grande Técnico e se ganha o péssimo Gestor. Situação ainda vigente em algumas tumultuadas decisões empresariais.

Porém, nem todos desejavam ou tinham aptidão para assumir um cargo gerencial, ficando muitas vezes encostados ou acomodados em posições aquém de suas possibilidades e expectativas, gerando um constante de desmotivação. Foi nessa perspectiva que há uns vinte anos se criou essa estrutura chamada carreira Y.

Vários eventos estimularam essa ocorrência, tais como o aumento da competitividade e conseqüente necessidade em reter os talentos, a globalização, as mudanças incessantes dos dias atuais e o mais determinante de tudo: o crescimento descontrolado da demanda por bons especialistas, tão presente em nossa época.

Nos tempos atuais esse conceito como a carreira Y acabou ganhando uma releitura importante. A prática possibilita valorizar, reconhecer e remunerar de forma expressiva esses profissionais, efetivamente retendo talentos.

Permanentemente atualizados e desafiados são colaboradores que podem contribuir de forma expressiva para criar valor, impulsionando os negócios com os seus conhecimentos.

A carreira Y dá ao individuo a oportunidade de concentrar esforços no que ele efetivamente gosta de fazer. Para a empresa, possibilita alocar o talento com mais assertividade, gerando satisfação e impacto diretos na produtividade e nos resultados.

De um lado a empresa tem se tornado mais flexível, atenta a essas necessidades criando diversos programas de promoção e sucessão baseados no desenvolvimento dos potenciais, das perspectivas de atuação multifuncional, programas trainees, dentre outros.

Outra mudança considerável que tem influenciado as melhorias no conceito de gestão de carreira nas empresas é o entendimento que as empresas tem tido que grande parte da responsabilidade da gestão da carreira de seus profissionais cabe a eles mesmos. Esse fato não ocorre ainda em sua totalidade, mas as pesquisas mostram que as empresas estão cada vez mais preocupadas em estimular as pessoas a planejarem suas carreiras.

Esse aspecto se deve ao fato de que a busca de um posicionamento mais competitivo em seus mercados exige uma melhor adequação do perfil de seus profissionais, além disso, é necessário ampliar o grau de compromisso entre os seus colaboradores fomentando dessa maneira oportunidades de transformar as pessoas em empreendedores de si, com conseqüente ganho de melhoria nas relações profissionais.

O Papel dos profissionais no planejamento de carreira tem ocupado cada vez mais espaço, em detrimento da alocação do indivíduo � carreira que a empresa deseja para ele. Na verdade, o indivíduo está cada vez mais se apropriando do que é realmente seu: sua carreira. E para que essa ação seja atrativa cabe ao profissional preocupar-se com o desenvolvimento do plano de carreira pessoal.

Ele poderá realizar uma auto-avaliação de suas qualidades, interesses e potenciais para os vários espaços organizacionais. A partir disso poderá estabelecer objetivos de carreira, estabelecendo um plano realista baseado na auto-avaliação e nas oportunidades oferecidas pela empresa. Finalmente deverá implementar o plano de carreira, que significa obter capacitação e acesso às experiências profissionais necessárias para competir pelas oportunidades e para atingir as metas de carreira.

O planejamento de carreira bem orientado irá fornecer importantes insumos sobre todas as realizações que você teve no passado, as diversas influencias dessas realizações em seu momento presente e em como tudo isso poderá ajudar você a alcançar o que realmente quer para si no futuro.

Nesse sentido a decisão por desenvolver competências gerenciais ou evoluir como especialista, passa a ser uma questão essencial do seu plano de carreira que deve ter como objetivo te conduzir ao melhor que você pode ser, seja um generalista ou especialista, o aspecto fundamental a ser considerado é a certeza de que você agiu para que tudo valesse a pena!

* Adriana Prates é Psicóloga empresarial, pós-graduada em gestão de pessoas pela Fundação Getúlio Vargas, com especialização em Psicodrama Empresarial. Possui formação em coaching executivo nos modelos europeu e americano. É fundadora e presidente da Dasein, desde o ano de 1996, empresa com destacada atuação na consultoria em Executive Search, Assessment e Coaching. Para falar com Adriana, mande um e-mail para : adriana@dasein.com.br

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