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Coach: 5 virtudes fundamentais esquecidas pela Geração Y
Em: 04/07/2014

Confira o que os jovens deixaram de lado no imediatismo da busca por conforto e sucesso

Os jovens da geração Y, muito antes de se preocupar em provar algo para os mais antigos, hoje precisam construir sua própria identidade profissional. Assim, serão capazes de enfrentar a possibilidade e, por que não, sua responsabilidade por transformar a forma como hoje fazemos as coisas. Em meio a este anseio pelo novo, vejo muitas vezes pessoas escravas da tecnologia, imediatismo, egoísmo e ganância. Será este o novo preço a pagar pelo relativo conforto de nossa sociedade? O que realmente importa para termos sucesso?

Mensagens de todos os lados parecem chegar nos dizendo o que, como e quando fazer, tanto que acabamos por nos perder em meio a expectativas externas e autocríticas severas por não estarmos encaixados no padrão A ou B. Embora possa parecer estranho, talvez por valorizarmos tanto as maravilhas da sociedade moderna, a resposta parece se revelar atemporal. Aprender a lidar com a tecnologia é muito mais simples que desenvolver certas características, por isso mesmo os profissionais mais antigos têm permanecido mais tempo no mercado, com relativa vantagem, agravando ainda mais a situação dos jovens que aspiram a cargos mais elevados nas empresas.
Nos últimos anos, tenho ouvido atentamente às críticas dos empresários de sucesso das gerações anteriores aos jovens de hoje. Apesar da diversidade de reclamações, das mais diferentes áreas, posso reunir algumas características que nossa geração parece ter esquecido, mas que são fundamentais para o sucesso profissional, e mais além, para qualquer pessoa.

Responsabilidade
Para se viver bem, o melhor é se livrar dos problemas. Este parece ser o pensamento de muitos jovens nas empresas atualmente. Em casa, os pais sempre se esforçaram para que tivessem condições melhores que as deles, às vezes tão boas que os filhos nem querem mais deixar o conforto deste ambiente para trilhar o próprio caminho. O número de jovens que permanecem na casa dos pais após a idade universitária tem crescido a cada ano e talvez continue a crescer por um bom tempo. Porém, o problema é a superproteção gerada, que faz com que esta pessoa ache normal esperar pelo outro ou pelas condições ideais para fazer o que ela deveria ter feito.

Você sempre poderá ter uma boa desculpa, mas nunca será o bastante para chegar aos pés de alguém que foi capaz de realizar aquilo que deveria ter sido feito. Vivemos uma séria crise de responsabilidade, na qual poucos são aqueles que têm coragem de assumir as consequências de seus atos. Ser responsável significa “dar a cara a tapa”, se sujeitar a ser “o errado”, ou pior, “o culpado”. Porém, esquecemos que com isso estamos também abdicando da possibilidade de ser “o certo”, ou aquele que merece a admiração de todos por ter modificado a situação para que determinado resultado fosse possível, se comprometendo até o fim.

Ética
Certamente não temos muitos bons exemplos se formos procurar no noticiário, mas certamente você tem ótimos exemplos de pessoas que agem com ética, ainda que não as conheça pessoalmente ou tenha apenas lido sobre elas.

Ainda que seja de extrema importância, talvez leve algum tempo até que a ética seja decisiva em sua vida profissional. Fazer o que é certo pode ser tornar algo extremamente complicado em determinadas situações nas quais você está sob pressão de diversos lados ao mesmo tempo. A ética deve começar onde poucas pessoas se preocupam em aplicar, mas que leva ao prejuízo mais severo: em si mesmo. Agir conforme seus princípios mais importantes deve ser um princípio norteador, através do qual você poderá se basear para que tome decisões mais assertivas e tenha sucesso, principalmente a longo prazo. Afinal, pouca coisa é mais dolorosa do que ter de conviver com uma violação de seus princípios lhe tirando o sono à noite.

Persistência
“Tente outra vez”, já cantava nosso querido Raul Seixas na infância do rock nacional. Persistência está entre as características mais importantes, se não a mais importante, das pessoas de sucesso. Michael Jordan, simplesmente o maior jogador de basquete de todos os tempos, atribui sua perícia nas quadras a sua persistência, pois, apesar de errar muitos arremessos nos treinos, foi capaz de perceber que eventualmente surgiam acertos e estes se tornavam mais frequentes na proporção em que estivesse disposto a seguir tentando.

Porém, urgente parece ser a palavra de ordem da vida moderna. Em um mundo onde tudo acontece mais rápido do que podemos acompanhar, o que não acontece agora parece não ter valor. Ou temos resultados imediatos ou não vale a pena. Mas nem tudo funciona assim, há muitos projetos que precisam de tempo para se realizar. Além disso, pode ser necessário um esforço superior no sentido de tentar muitas vezes além do previsto, mesmo quando tudo parece jogar contra, tentado nos convencer que não estamos no caminho certo. A essa altura, poucos restam para comemorar a vitória.

Simplicidade
Ainda hoje, com toda tecnologia que nos cerca, me surpreendo com a maneira simples com a qual meu pai continua a resolver os mais variados problemas. Desde pequeno, lembro-me de inúmeras ocasiões aparentemente sem solução, ou pior, para as quais eu havia pensado em algo mirabolante, em que ele me surpreendia com algo extremamente simples, que eu jamais pensaria, e resolvia tudo em instantes. Mal poderia eu prever que tal simplicidade era fruto de muita experiência e sabedoria em determinado assunto. Coisas simples podem conter muita complexidade envolvida, porém é sua simplicidade que a define como algo útil.

Apesar de não parecer, muita coisa sempre aconteceu mundo afora. No entanto, temos a sensação de que hoje o ritmo é frenético e que tudo muda o tempo todo como se o tempo fosse um grande rolo compressor prestes a nos esmagar a qualquer instante se não estivermos conectados. Assim, acostumados ao hiper, mega e plus, esquecemos de notar o óbvio, o básico e o simples. Fazer o que tem que ser feito, da melhor maneira possível, nem sempre envolve pensamentos complexos, muito pelo contrário, precisamos reaprender a pensar no mais simples primeiro, para então tirarmos o máximo de proveito das tecnologias que temos ao nosso dispor.

Compaixão
A palavra compaixão tem sua origem no latim, significando essencialmente “sofrer junto”. Mas falamos aqui de uma virtude que tem origem no interior do indivíduo e que passa a ser aquele que está atento às oportunidades de colaborar com o próximo, com seus colegas, com sua equipe, não apenas por interesse próprio, mas por entender que assim estará promovendo melhores condições para todos. Talvez o retorno não seja imediato e venha de forma inesperada, ainda que em outra empresa, mas ainda assim virá. Jamais vi alguém realmente dedicado em dar o seu melhor no dia-a-dia não receber retorno por suas ações.

Se você acha que só tem feito pelos outros sem receber nada em troca, reveja seus conceitos, ou você não está fazendo o melhor que poderia fazer ou, quem sabe, o melhor que poderia fazer é estar em outra empresa. O que não se pode tolerar é acabar por desistir de tentar fazer algo que tenha sentido, que faça alguma diferença para você ou para outras pessoas. No momento em que busca apenas manter sua zona de conforto inabalada você acaba abrindo mão de continuar evoluindo, seja como profissional ou mesmo como pessoa. Sempre há alguém que sabe menos do que você precisando de ajuda.

Lembre-se de incorporar estas características desde já ao seu dia a dia. Mesmo que dê um certo trabalho, e razoável desconforto no começo, verá que vale a pena. “Para mudar algo, construa um novo modelo que faça o modelo atual obsoleto” – Buckminster Fuller.

Felipe Dalcarobo: Coach de Alta Perfomace

Fonte: http://revista.penseempregos.com.br/noticia

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