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Sua empresa sabe reter talentos?
Em: 17/02/2014

Por Hélio Castro*

 

O fácil acesso à informação aumentou o nível de exigência. Os colaboradores estão mais conectados, informados e têm mais acesso ao que acontece no mercado e na própria empresa em que trabalham. Como consequência, os anseios dos profissionais em relação à carreira, aos benefícios oferecidos e ao equilíbrio entre trabalho e vida pessoal evoluíram.

 

Será que as políticas de Recursos Humanos das empresas acompanharam essas mudanças e os novos desejos dos profissionais? As empresas estão suficientemente próximas de seus colaboradores? Até que ponto suas políticas e seus procedimentos estão atualizados e adequados aos colaboradores de hoje?

 

É preciso refletir sobre estes temas, mas, antes dos gestores pensarem em alterar políticas, processos ou até mesmo rever a cultura empresarial, é necessário que conheçam os colaboradores e suas motivações. A intenção sempre existe, mas na prática fatores como a correria do dia a dia, procedimentos formais e utilização excessiva dos instrumentos de comunicação tecnológica, entre outros, acabam levando a um afastamento. É necessário retomar o “corpo a corpo”, o “olho no olho”, a disponibilidade para conversar, sem ter, necessariamente, um objetivo aparente.

 

Partindo dessa disponibilidade e intenção de ouvir, a tecnologia pode ajudar muito. Ela permite aos departamentos de Recursos Humanos substituir a antiga “caixinha de sugestões” e trabalhar com sofisticadas ferramentas que possibilitem conhecer quem são e o que querem seus funcionários. Mas a essência do trabalho, independente da forma, permanece a mesma: entender o que realmente pensam os colaboradores. Apenas com estas informações será possível oferecer um ambiente no qual eles possam desenvolver suas atividades com o suporte necessário para ter e manter o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

 

O passo seguinte é analisar se as solicitações e anseios estão alinhados com a cultura organizacional e se podem ser implementados. Alinhamento significa coerência entre o que o colaborador pensa e o que a empresa valoriza. A possibilidade está relacionada com aspectos financeiros e da relação “custo/benefício”. Ou seja, se as alterações trarão resultados efetivos para o colaborador e para a organização.

 

Existem ações e políticas, no entanto, que podemos considerar obrigatórias. O primeiro ponto de atenção está no próprio processo seletivo. Além de atender aos requisitos desejados, o potencial colaborador deve estar alinhado com a cultura organizacional. Se o candidato demonstra uma personalidade que não tem afinidade com os valores da empresa, mesmo tendo as qualificações necessárias, o sucesso fica comprometido. Ele poderá ocupar a vaga no início, mas logo se sentirá atraído por outras oportunidades, de empresas mais conectadas com seus valores e anseios.

 

A remuneração pode não ser o fator mais importante para muitos profissionais promoverem uma mudança em suas carreiras, mas é necessário oferecer um salário compatível com a função e com o mercado.

 

O respeito ao funcionário é essencial e bons candidatos muitas vezes recusam propostas financeiras melhores quando têm que abandonar um bom tratamento recebido em seu ambiente de trabalho.

 

Ter um plano de carreira que permita o progresso também é muito importante e, antes de buscar um profissional no mercado, é preciso verificar se o candidato ideal - e harmonioso com a cultura da empresa - já não faz parte da organização. A nossa experiência com inúmeras empresas e com sua equipe profissional tem mostrado que o sentimento de estar sempre sendo avaliado para oportunidades de crescimento é fundamental para a motivação.  Afinal, quem não gosta de ser lembrado?

 

O mundo está em constante evolução e a tecnologia torna as mudanças cada vez mais rápidas. O comportamento e objetivos das pessoas também evoluem, e as empresas devem se adaptar aos novos anseios profissionais.

 

Retomando o pensamento central: ouvir e conhecer os colaboradores são as ações essenciais para reter os talentos. Nunca é demais lembrar que o sucesso das estratégias organizacionais – com o consequente sucesso de seus objetivos – é quase sempre alcançado por pessoas felizes e harmoniosas com o seu ambiente profissional

 

*Hélio Castro é sócio-diretor da Horton International Brasil.

 

Fonte: Site da ABRH Nacional

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